quarta-feira, 30 de março de 2011

Suicídio... e aí?

Ontem, enquanto eu descascava os ovos cozidos para colocar no risoto que preparava para o jantar, comecei a pensar no suicídio. Nem me perguntem o porque desse pensamento em meio a preparação da janta, mas acredito que tenha sido por achar o suicídio uma boa opção aos que forem comer minha comida... brincadeirinha, viu??? Enfim, comecei a lembrar da primeira e única vez em minha vida que pensei em me matar. Eu devia ter uns oito ou nove anos e meus pais eram muito rigorosos com a questão dos estudos. Eu não era uma péssima aluna, mas também não era brilhante como a minha irmã que só tirava 10 ou 9,5 (que ódio!!!), mas era uma aluna mediana. Minhas notas ficavam entre 6, 7 e alguns 8, mas poucos e, sinceramente, preferia mil vezes brincar no porão de casa com meu ursinhos e bonecas do que estudar ou fazer lição de casa. As raras vezes que eu tirava um 4 ou 5, fazia de tudo para evitar que meus pais descobrissem, pois eu levaria uma bronca daquelas e foi nessa ocasião em que consegui a peripécia de tirar 0 (zero)! Pior! A matéria era: RELIGIÃO! (se fosse no país de Osama Bin Laden eu seria executada, com certeza...). Não era uma matéria que me reprovaria, mas o fato que abalou as estruturas era que eu estudava em um colégio de freiras católicas e o ZERO não foi muito bem recebido por elas. Voltei pra casa pensando em me livrar da prova para evitar mais complicações do que as que eu já tinha com a Madre Superiora que ficou uma fera! Foi quando eu tive a brilhante idéia de esconder a prova DEBAIXO DA CAMA DE MEUS PAIS! Na verdade eu escondi entre o colchão e o estrado da cama, pois não pensei que quando minha mãe fosse trocar os lençóis minha prova cairia direto em suas mãos. E foi exatamente isso o que aconteceu. Quando a ouvi gritar “Miriam Rose” (uma mania que nós mães temos de chamar os filhos pelos dois nomes quando se está brava), corri pra cozinha e pensei em morrer, mas como? Peguei o martelo de carne e pensei em me dar uma martelada na cabeça, assim eu morreria e não precisaria explicar o motivo de ter tirado zero na prova de religião! Ainda bem que mudei de idéia, pois lembrei que aquilo iria doer paca! Hoje eu penso que se tivesse ido fundo em minhas intenções, provavelmente causaria somente um enorme galo na cabeça e uma sensação de idiota por ter que pôr uma colher para o galo não crescer, mas eu era apenas uma criança e a concepção de que “morrendo tudo termina” era a única que eu tinha. Então comecei a pensar nas pessoas que, como eu criança, tem a mesma concepção e dão um fim a suas vidas. Fico imaginando essas almas depois, quando acordam lá do outro lado e o tremendo susto de se perceberem vivas quando na realidade seus corpos é que morreram! Já pensaram nisso? De repente eu resolvo dar um fim em minha vida e descubro que não consigo, pois a alma é imortal e eu não sabia? Já pensou? Acho que não existe castigo maior do que perceber que a tentativa de suicídio foi em vão. Imagine o coração dessas almas? O desespero? Não bastasse toda a sensação de impotência diante da própria vida tendo que se ver diante da morte vivo? Tem um famosíssimo livro “Memórias de um Suicida” o qual eu não consegui ler de forma alguma tão forte as impressões relatadas nele! Se eu consegui chegar no término do primeiro capítulo, foi muito. Penso que essas pobres almas que dão cabo de suas vidas terrenas merecem toda nossa compaixão e nossas preces! Suas fraquezas serão testadas ao máximo nessa hora e penso que, apesar do fim trágico, são almas em crescimento e merecem nosso apoio e nossa compreensão! Eu não sei nada de vida após a morte, mas eu acredito nela, o que penso ser um ponto bastante positivo para mim. Acredito também que rezar por essas almas deve, de alguma forma, lhes dar um pouco de luz e conforto. Não nos custa rezar por eles! Se pudermos contribuir com uma pequena luz, juntando com as luzes de todos, poderemos clarear o mundo de muitos! Abraços!!!

5 comentários:

wcastanheira disse...

Um belo post, na verddade com um começo um pouco assustador, mas depois vc redimiu-se com a história tendo um conteúdo bem interessante. vc expos vida e isto é nobre é interessante gostamos de conhecer as pessoas por suas histórias, pra vc bjos, bjos e bjossssssssssss

Myriam disse...

Miriam, acho que muitas crianças já passaram por isso, em outra circunstancia mas passou.Ao mesmo tempo que tua historia é engraçada, tem muito haver com situações atuais e me lembrei do filme Nosso Lar, que mostra sobre o tema. Bjs

S* disse...

Um tema demasiado pesado para uma menina tão nova. ;)

Designer e Webmaster disse...

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Marcos Roberto

Bєtн мoηtєiяo disse...

MIMIMA!!!! mas e dp que sua mãe achou a prova e vc ñ deu com martelo na cabeça(ainda bem), ñ rolou galo, nem faca p/"inibir" o galo....enfim ñ teve um "martelocidio", o que sua Mamadi fez com a sua pessoa???? A Madre continuou a dar aulas de religiao?? conta td ñ me esconde nada!!! kkkk
Amo visitar seu "brog" é TDB.
Bjux